quarta-feira, 1 de Abril de 2009

...

"Esse sentimento belo,

Que brota em mim.

Não conhece limites nem fronteiras,

Jamais parece ter fim.


Nem fim, nem começo,

Nem meio, nem nada.

O desejo ténue de te adorar,

Deixa-me perante uma fase complicada.


Pois a tua ausência,

Provoca em mim a demência.

O medo da solidão,

Que me embala na escuridão.


O abismo onde não estás,

Por onde não vislumbro o teu ser.

Se porventura não te tenho,

Sinto-me desfalecer.


Desfalecer de sofrimento,

De angústia e de mágoa.

Fico escuro como breu,

Frio como triste madrugada.


Onde surge o nevoeiro,

Que se adensa fortemente.

Mergulho na neblina,

Qual ser delinquente.


Mas que será este sentimento,

Se não existir tristeza?

Faz parte da vida,

Essa é a certeza.


Tão certo como te ter,

Como te sentir, como te amar.

Todos os riscos são válidos,

Somente para te olhar.


Esse olhar imenso como o mundo,

Transportando-me para o profundo.

Nas entranhas do meu ser,

Desejoso por te ter.


Por te explorar…

Cada centímetro do teu corpo.

Leva-me a delirar,

A divagar no pensamento

Perdendo-me no mundo,

Em que nada interessa.

Mas em que tudo interessa,

Erguendo-me sorridente.


Eufórico por te ter,

Por em ti me perder.

Noites loucas de paixão,

Quebrando a enorme tensão.


A tensão de ter que partir,

De por dias me ausentar.

Sem te ter por perto,

Sem te poder tocar.


Sem te saborear,

Sem te beijar.

Sem te sentir,

Sem te descobrir.


Sendo todos os dias de descobertas,

Tão juntas e tão dispersas.

A essência do teu ser,

São tantas coisas certas…


E ao mesmo tempo incertas,

Transpondo-me para o desafio.

Desde que por perto te tenha,

Jamais recearei o frio.


Enfrentando com aquele brio,

Aquele que tão bem conheço.

Arranca-me do vazio,

Por vezes adormeço.


Adormeço no amor,

Na imensidão de te ter.

Parte da minha vida,

Contigo irá ser vivida."

Tu


"Num belo dia de sol,

Quando te vi pela primeira vez.

Não consegui prever,

Como o meu coração iria bater.


Contemplei a tua linda face,

E o teu contagiante sorriso.

Sem demoras, atrasos ou lamentos,

Pensei logo que eras o que preciso.


Preciso de um pilar,

Algo que suporte o meu sentimento.

Conclui que a teu lado,

Resisto a qualquer tormento.


O tormento da dor, da perda ou até mesmo da morte,

A teu lado tudo parece fazer sentido.

Sentado a teu lado, com a brisa do Tejo,

Nunca me senti ou irei sentir perdido.


Perdido sim irei ficar,

Se não te conseguir ter.

Pois a vida é demasiado curta,

Para a hipótese de te perder.


Mas se te perder,

Nunca me irei martirizar.

Pois o simples facto de te conhecer,

Faz com que valha a pena acordar.


Acordar e enfrentar o dia,

Seja com lágrimas, seja com alegria.

Sabendo somente que existes,

Tudo me faz apetecer…


Que sejas a minha confidente,

A minha eterna amante.

A minha conselheira de sempre,

A quem dar tudo será uma constante.


A constante real de que estou a sofrer,

Mas um sofrer com muito sabor.

Pois o facto de te amar,

Faz-me superar qualquer tipo de dor."

Solidão

"A imensidão do vazio,

Consome o meu ser.

A minha alma despe-se,

E tenta não enlouquecer.


Enlouquecer de dor,

De sofrimento e solidão.

Falta algo…

Algo que me transmita convicção.


Aquela certeza,

Que surge na altura certa.

Enche o meu ser,

E faz com que não me perca.


Nas ruas da loucura,

Nos becos da escuridão.

O juízo esse…

Esse é um sentimento em vão.


Jamais a loucura,

Preencherá as entranhas do meu ser.

Mas a solidão…essa sim!

Faz-me enlouquecer.


O sentimento de falta,

De compreensão e de amizade.

A ausência de sentir um imenso amor,

Provoca sofrimento de verdade.


A verdade nua e crua,

De que é preciso amor.

Mas o contrário sucede,

E assim transbordo de dor."